Associação dos Amigos de Alto dos Pinheiros.

Um estudo preliminar encomendado pela Prefeitura sugere a construção de um túnel sob o Largo da Batata, entre a rua dos Pinheiros e a Baltazar Carrasco. A pista de veículos, o corredor de ônibus e um dos acessos ao metrô ficariam abaixo do solo para que, na superfície, fosse criado um calçadão arborizado, onde só transitariam pedestres.

Algumas informações sobre o projeto foram divulgadas na reunião de setembro do Conselho Participativo Municipal (CPM) Pinheiros e publicadas posteriormente na imprensa, como no Diário do Transporte e no jornal O Estado de S. Paulo.

“A intenção é criar uma superpraça, com mais permanência e convivência da população, mais lazer e esportes e muito mais arborização do que a gente tem hoje”, afirmou ao Estadão Pedro Fernandes, presidente da SP Urbanismo, empresa municipal responsável por acompanhar esta primeira fase dos trabalhos.

Hoje, apenas 12% da área é permeável. A proposta é ampliar a proporção para 66%. O número de árvores também deve aumentar, chegando a 700 (na apresentação ao CPM, foram divulgados números conflitantes sobre a quantidade atual — ora 200, ora 678).

As diversas partes do Largo da Batata, hoje cortado pela avenida Brigadeiro Faria Lima, ficariam interligadas por um calçadão, que conectaria também um conjunto de praças (das Águas, das Árvores, do Mercado). O local seria usado apenas por pedestres. As bicicletas circundariam o largo. No subsolo, haveria um terminal de ônibus, com entrada para a estação Faria Lima do metrô (Linha 4-Amarela).

A SP Urbanismo destacou que o projeto ainda é preliminar. Faz parte da proposta de reforma do Largo da Batata, que começou com uma consulta pública (da qual a SAAP participou) e seguiu com um acordo de cooperação com o Instituto IDEA, sem custos para o município. Mesmo a proposta de túnel depende de estudos adicionais para que se verifique se de fato é viável.

A primeira etapa de estudos deve ser concluída em 16 de outubro, e a SP Urbanismo deve avaliá-los até 26 de outubro. A previsão é que até dezembro o Instituto IDEA apresente uma versão mais consolidada do projeto, incluindo informações sobre impacto no tráfego.

Se aprovado, o empreendimento deve ser pago com recursos da Operação Urbana Consorciada Faria Lima. Ou seja, a Prefeitura permite que construtoras aumentem a altura de prédios próximos à Faria Lima, desde que paguem por isso. Parte desse dinheiro será usada na reforma do Largo da Batata.

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