
Espalhadas por Alto dos Pinheiros, as casinhas de livros estão sendo reativadas. A rigor, essas estruturas (casinhas de madeira, protegidas por porta de vidro, sobre um pequeno pilar também de madeira) nunca pararam de funcionar. Mas por pouco mais de um ano a moradora que, voluntariamente, toca o projeto não pôde dedicar-se a ele com frequência. Agora, as atividades estão sendo retomadas.
Veja como você pode colaborar com o projeto Livros Livres, que é uma verdadeira joia do nosso bairro.
O que são as casinhas de livros?
Você já deve ter se deparado com elas. Estão nas praças Vicentina de Carvalho, Província de Saitama e Capitão Mateus de Andrade (havia uma também na Japubá, mas foi desativada; há o Acervo das Corujas, na rua Carpina, em Cidade Jardim). Abrigam uma série de livros, de diversos estilos.
Os livros podem ser pegos gratuitamente?
Sim. Mas a brincadeira é: pegue um, deixe outro, embora isso muitas vezes não seja seguido à risca. Infelizmente, muitas pessoas apenas tiram os livros, sem trocá-los por outros.
Quem é a responsável pelo projeto?
É uma moradora que prefere se identificar com o pseudônimo de Emma Bovary. Ela faz a curadoria dos livros, limpa e restaura os que estão se deteriorando e circula as obras entre as casinhas. Antigamente, passava pelos pontos dia sim, dia não. No último ano, uma ou duas vezes por mês. Agora, o plano é passar duas vezes por semana – até porque Emma já não mora mais em Alto dos Pinheiros. “Também não consigo mais manter um acervo de reserva tão grande em casa. Antigamente, com as doações volumosas, tínhamos uma reserva de quase mil livros. Agora não tenho espaço físico para isso.”
Como posso colaborar com o projeto?
Colocando os livros diretamente nas casinhas ou entrando em contato com a curadora pelas redes sociais — perfil no Instagram ou perfil no Facebook.
Qualquer livro pode ser doado?
Há apenas duas restrições: livros técnicos e didáticos (por terem público muito específico) e livros religiosos (para evitar que as casinhas sejam usadas para proselitismo religioso). Livros infantis são especialmente bem-vindos.
Emma também deve reativar, em breve, os passeios literários pelo bairro – caminhadas regadas a conversas sobre livros. Fiquem atentos às novidades!












