Há mais de dez anos Alto dos Pinheiros é cruzado ou margeado por ciclovias (vias separadas do tráfego de veículos) e ciclofaixas (vias na própria faixa de rolamento, delimitada por pintura no asfalto). Mas será que elas são mesmo usadas?
Na nossa região, há resposta precisa sobre um dos pontos: a ciclovia Faria Lima. A CET dispõe de um contador de bicicletas, colocado no cruzamento da avenida Brigadeiro Faria Lima com a rua dos Pinheiros. Ele mostra que, desde que foi instalado, mais de 12 milhões de bikes passaram por aquele local.

Fonte: CET
A instalação ocorreu em 18 de janeiro de 2016. O movimento anual cresceu sem parar, até a pandemia. Recuou em 2020 e 2021, os anos mais agudos da covid-19. Voltou a aumentar de modo contínuo desde então, mas ainda não voltou aos patamares do final da década passada — possivelmente em razão da disseminação do home-office no pós-pandemia.
“Essa ciclovia cresceu e ficou importante. Tão importante que hoje há trechos onde os ciclistas entram em conflito com e-bikes e patinetes. E com pedestre também, nas travessias que são mal sinalizadas”, comenta o urbanista Mauro Calliari, ele próprio usuário do trecho.
Calliari, um entusiasta de temas ligados a mobilidade, foi o primeiro ciclista a passar pelo detector em 2025 (fez um post no Facebook sobre isso, inclusive). No texto, ele propõe um exercício interessante: estimar o volume de emissões de gás carbônico evitadas pelo uso de bicicletas, em vez de carros.
Aplicando as estimativas de Calliari aos números dos dez anos de monitoramento da ciclovia Faria Lima, pode-se dizer que as mais de 12 milhões de bikes (exatas 12.417.977) que passaram pelo trecho economizaram 5,3 milhões de toneladas de CO2. Em outras palavras, é como se 35 mil árvores tivessem sido plantadas!
Sabemos que, em Alto dos Pinheiros, a ciclovia que vai dos parques Villa-Lobos/Candido Portinari até a Faria Lima é muito usada, pois passa sempre por canteiros centrais. Já as ciclofaixas são menos movimentadas, tanto no bairro quanto em avenidas muito movimentadas. Fica claro que, para os ciclistas, segurança é essencial. Esperamos que a Prefeitura e a CET deem atenção a isso ao planejaram a manutenção dessas estruturas.












