Associação dos Amigos de Alto dos Pinheiros.


A SAAP acompanha com preocupação a crescente ocupação do Parque Villa-Lobos com instalações temporárias ou permanentes que estão reduzindo as áreas de silêncio, atividades gratuitas e contemplação da natureza.

O exemplo mais recente é o lançamento da Orla Villa-Lobos, espaço cercado com cerca de 12 mil m2 que terá diversos restaurantes e parte das atividades restritas a pagantes.

Até agora, algumas características se destacam:

  • É uma ocupação permanente e não temporária, como a grande maioria dos eventos que invadiram o Villa-Lobos desde que passou para a iniciativa privada.
  • Parte das atividades será paga, ou seja o parque terá uma área com uso restrito. O descritivo da empresa que assumiu o projeto fala em “área corporativa” patrocinada.
  • Há pouca preocupação com acesso. As atrações, principalmente os restaurantes, as quadras e as aulas de esporte, devem atrair pessoas que vão ao parque de carro. Porém, o estacionamento mais próximo é pequeno. Como o possível aumento de fluxo de automóveis será resolvido?
  • Falta transparência. A concessionária responsável por gerir o Villa-Lobos, a Reserva Parques, não compartilha nem discute as intervenções permanentes com o Conselho do parque, como faz para os eventos que pretende contratar.

A SAAP faz parte do Conselho Orientativo do Villa-Lobos desde sua fundação, e seguirá buscando o diálogo com a empresa concessionária e o governo para que esse parque público ofereça sempre à população a possibilidade de desfrutar da natureza e praticar atividades físicas livremente. Entendemos que as regras de uso e ocupação do Villa-Lobos e do Cândido Portinari necessitam ser aprimoradas.


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