
As cinco caixas coletoras de bituca instaladas na praça Província de Saitama, em Alto dos Pinheiros, recolheram 12.125 pontas de cigarro em 2025 — uma quantidade que, enfileirada, teria comprimento próximo ao da torre Eiffel, ou quatro vezes a altura do Obelisco do Ibirapuera. Todo esse material foi reciclado pela Poiato Recicla maior empresa do segmento no Brasil.
Em geral tida como ambientalmente inofensiva, a bituca pode contaminar o solo e o lençol freático. Cada uma contém mais de 7 mil substâncias tóxicas. Com o volume armazenado no ano passado, 4,85 quilos de lixo tóxico deixaram de ser descartados indevidamente.
A reciclagem envolve cozimento e processo químico. Ela elimina a toxidade e transforma boa parte do material em papel artesanal. As caixas coletoras são custeadas por um grupo de moradores que ajuda a manter a praça, com apoio da SAAP.
Por que as bitucas são um problema ambiental?
Todo mundo sabe que cigarro faz mal à saúde. Bem menos conhecidos são os efeitos nocivos ao meio ambiente.
- Passam despercebidas: Como são pequenas (2 ou 3 centímetros) e seus danos são pouco divulgados, acabam sendo deixadas no chão mesmo, até a chuva levá-las para um curso d’água. O tipo mais comum de lixo recolhido em oceanos, por exemplo, são as bitucas, como mostra um levantamento da Ocean Conservancy.
- São tóxicas: Uma bituca de cigarro contém cerca de 7 mil substâncias tóxicas, aponta um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS); entre elas, nicotina, arsênico e metais pesados prejudiciais a animais aquáticos e plantas.
- Demoram a se decompor: Em média, cinco anos.
- Pode causar incêndios: Estão entre os principais responsáveis por queimadas à beira das rodovias, segundo o governo do estado de São Paulo.
Quer apoiar a ideia? Junte-se aos moradores que contribuem mensalmente para a manutenção da Província de Saitama.
Gostou da ideia e quer colocar coletoras de bitucas em outra praça ou na sua empresa? Entre em contato com a SAAP: saap@saap.org.br, (11) 9-7169-0954, (11) 3841-9206.












