Associação dos Amigos de Alto dos Pinheiros.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo divulgou as estatísticas criminais de 2025, a partir de informações de boletins de ocorrência. Elas permitem verificar o que ocorreu com os principais tipos de crimes na região do 14º Distrito Policial. Veja abaixo as principais tendências.

Antes, um lembrete: o 14º DP abrange outros bairros além de Alto dos Pinheiros, como Pinheiros, Vila Madalena, Cerqueira César, Vila Beatriz e Vila Ida. O Monitor da Violência do Bikers Buddy indica que a maior parte dos crimes da região não ocorre em Alto dos Pinheiros.


Roubos: primeira queda em cinco anos

Pela primeira vez desde 2020 — ano do auge do isolamento social durante a pandemia —, o número de roubos diminuiu: 3.150 casos. Esse tipo de crime é o segundo mais comum na área do 14º DP. Envolve violência ou ameaça, e inclui roubo a residência, roubo de celular, bicicleta, carteira, bolsa…

Furtos: recorde histórico

O crime mais frequente bateu recorde em 2025 na região: 9.188 casos, o maior patamar da série histórica disponibilizada pela Secretaria de Segurança Pública, que começa em 2015. Furto não envolve violência – geralmente ocorre sem que a vítima perceba ou sem que esteja presente: por exemplo, quando um “mão leve” subtrai a bolsa ou o celular sem ser notado ou quando um ladrão entra na casa na ausência de moradores.

Crime em veículos: tendência de diminuição


Os dados de roubo e furtos de veículos são contados à parte pela polícia —estão fora dos furtos e roubos em geral. Na área do 14º DP, os roubos de carros e motos caem quase continuamente há dez anos, e atingiram em 2025 o menor nível da série histórica: 43 (um tombo de 57% em relação ao ano anterior e de 87% em relação a 2015). Os furtos vinham recuando sem parar até a pandemia, subiram por dois anos, oscilaram e chegaram a 573 no ano passado (58% a menos do que em 2015). 

Acidentes de trânsito: primeiro recuo em cinco anos


Os boletins de ocorrência computam apenas acidentes com vítima (fatal ou não). Os números vinham caindo na década passada, mas voltaram a subir desde a pandemia — com exceção do ano passado, quando houve diminuição de 7%, para 247. Porém, os acidentes com morte, que são bem menos frequentes, aumentaram: houve 6 em 2024 e 9 em 2025 (maior quantidade da série histórica).

Crimes com morte: pouco frequentes, mas em alta


Furtos e roubos contam-se aos milhares. Crimes com veículos ou no trânsito, às centenas. Os crimes com morte quase não passam de uma dezena. Mas, em 2025, foram 14 casos, a maior marca da série histórica. Isso abrange acidentes de trânsito fatais (9 no ano passado), homicídios (3), latrocínio (roubo seguido de morte, 1 em 2025) e homicídio culposo (sem intenção de matar e não ligado a acidente de trânsito, 1).

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