Associação dos Amigos de Alto dos Pinheiros.

Mais duas praças acabaram de ser incluídas no projeto de mapeamento de árvores do Alto dos Pinheiros, iniciativa idealizada pela SAAP para ajudar a preservar um dos maiores patrimônios do bairro: suas áreas verdes. Agora, juntam-se à Província de Saitama e à Vicentina de Carvalho, a Ignez Pestana e a São Gonçalo.

Em fevereiro, o biólogo e professor do Instituto de Biociências da USP José Rubens Pirani —que está à frente do programa desde quando foi criado — visitou as duas praças com os alunos Matheus Colli Silva e Daniela Almeida Costa.  A equipe, acompanhada por Juliana Gatti, do Instituto Árvores Vivas, identificou algumas árvores e recolheu folhas e frutos para confirmar depois quais eram as que não puderam ser imediatamente reconhecidas.

Entre as espécies descobertas na São Gonçalo estão duas frutíferas –— goiabeira e amoreira —, ipês amarelos, ligustros e jequitibás brancos. Já na Ignez Pestana, foram encontradas uma bananeira, um flamboyant e uma tipuana, entre outras.

O mapeamento das duas praças já está pronto. O próximo passo é a confecção das placas de identificação que serão colocadas em algumas árvores, permitindo assim que o visitante consiga reconhecê-las e saber um pouco mais sobre elas. Esse trabalho está sendo executado pelo Instituto Árvores Vivas, organização sem fins lucrativos que tem como objetivo promover uma maior integração entre as pessoas e a natureza.

A parte mais longa do processo é a última: a aprovação da prefeitura para que as placas doadas sejam instaladas. O prazo para a análise é incerto.

O projeto começou a ser desenvolvido em 2013, com o mapeamento das árvores da praça Província de Saitama. Depois, foi a vez da praça Vicentina de Carvalho, que apresentou um número ainda maior de espécies. O biólogo José Rubens Pirani, que atua voluntariamente, já havia feito o mesmo trabalho em áreas do Itaim Bibi e da Vila Madalena.

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