19 de junho de 2020

Instituto de empresário de Alto dos Pinheiros já entregou 250 toneladas de alimentos para aliviar efeitos socioeconômicos da pandemia; meta é atender 1 milhão de pessoas

Enquanto estava de quarentena por causa do coronavírus, no início de abril, o empresário da construção civil Daniel Ribeiro recebeu um pedido de socorro. “A coisa tá feia aqui. Muita gente passando fome”, disse um líder comunitário do Jardim Universitário, em Interlagos. Começava assim o Instituto Caça-Fome, que já distribuiu 250 toneladas de alimentos para 125 mil pessoas, e que pretende chegar a 1 milhão de beneficiados.

A ação emergencial logo ganhou um planejamento robusto por parte do empresário, proprietário da construtora G.D8, que participa do programa Empresa Amiga do Bairro da SAAP.

Ribeiro, por exemplo, deixou de lado as cestas básicas tradicionais, que têm itens supérfluos como café e gelatina, e criou um kit próprio com produtos comprados a granel, portanto, mais baratos. Segundo o empresário, com R$ 30 ele entrega 11 kg de alimentos, quantidade que alimenta por 20 dias uma família de cinco pessoas. A cesta normal custa R$ 60.

Desde o início do Instituto, o empresário sai todos os dias liderando um comboio de cinco veículos para atender comunidades que entram em contato pedindo ajuda. Até agora, foram entregues cestas em cerca de 200 locais.

A meta, segundo, Ribeiro, é atender 1 milhão de pessoas. Para isso, ele já está pensando no pós-pandemia, quando prevê um refluxo nos voluntários com os quais conta atualmente. Para isso, ele quer melhorar a captação de recursos do Instituto e envolver os funcionários de sua empresa na ação.

Parceria

Apesar do envolvimento de Ribeiro e sua empresa com a SAAP, foi o acaso que levou a associação a conhecer o Instituto Caça-Fome. No começo de junho, houve um incêndio numa comunidade no Jaguaré, e nos envolvemos na captação de produtos para ajudar as 42 famílias atendidas. A solidariedade foi tanta que já não havia mais onde estocar tudo o que foi arrecadado.

Foi então que Ribeiro entrou em contato, falou sobre o Instituto e disse que tinha até alugado um galpão para estocar as cestas que iria distribuir –e que poderia ceder parte do espaço para o que foi coletado para a comunidade o Jaguaré.

Desde então, a SAAP decidiu apoiar a ação do Instituto Caça-Fome. Por isso, pedimos a nossos leitores que, se possível, colaborem com a iniciativa.

Isso pode ser feito doando recursos –lembrando que, com apenas R$ 30, já é possível adquirir uma cesta de alimentos! Estão sendo aceitas também doações de alimentos, que podem ser entregues na sede da G.D8 (Av. Pedroso de Moraes, 2580) ou no posto da empresa de segurança Aster na praça Barão de Pinto Lima. Veja abaixo mais detalhes.

Solidariedade é sempre importante para que tenhamos uma sociedade saudável, e isso é ainda mais verdadeiro num momento de crise tão aguda quanto a que hoje vivemos!

 

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