25 de abril de 2019

Estudantes de paisagismo lançam projeto voluntário para cuidar das árvores do bairro

Um dos maiores orgulhos de quem vive em Alto dos Pinheiros é o olhar ao redor e encontrar ruas e praças repletas de verde. Temos o segundo bairro mais arborizado da cidade: enquanto a média de São Paulo é de quatro exemplares a cada 100 metros de via, por aqui, são 12 por trecho. Por ironia, toda essa beleza que nos diferencia tem sido sinônimo de dor de cabeça diante das constantes quedas de árvores e galhos, sobretudo, em períodos de chuva. Felizmente, um grupo de estudantes iniciou um projeto voluntário para tentar reverter a situação e preservar a natureza local.

“Vamos fazer um mapeamento das árvores do bairro para saber quais são as espécies que existem e qual a condição de cada uma, avaliando riscos de quedas”, conta Vanessa Pavani, aluna do curso de formação do Instituto Brasileiro de Paisagismo (Ibrap).

Foi daqueles casos de um encontro feliz, pois os estudantes queriam desenvolver um trabalho voluntário relacionado a urbanismo, e foram conversar com a SAAP sobre o que seria importante para o bairro. A associação sugeriu a ideia de trabalhar com as árvores de Alto dos Pinheiros e de se fazer compostagem de lixo verde.

Os estudantes já estão lançando um projeto-piloto em um quadrante de Alto dos Pinheiros, definido pelas ruas Iquítos, Morás, Tamanás e Ferreira de Araújo.

Paralelamente, o grupo tem conversado com a Prefeitura Regional de Pinheiros para discutir o plantio em locais em que árvores condenadas terão de ser removidas ou onde são registradas quedas. “É importante pensar na substituição para que o bairro não perca sua arborização. O ideal é que no lugar seja colocada uma planta já crescida”, explica a aluna, adiantando o que possivelmente será a segunda etapa do projeto: a criação de um viveiro onde possam ser plantadas mudas de espécies adaptadas à região.

O grupo e a SAAP também estudam uma solução para o descarte do lixo verde, outro grande problema do bairro. “Estamos pensando em sugerir a adoção de composteiras, para processar esses resíduos e transformá-los em adubo, que seriam distribuídos pela área”, diz Vanessa, que revelou se guiar por uma ideia muito cara a todos nós: uma cidade para pessoas.

A SAAP vê com bons olhos inciativas como a dos estudantes e entende que é só por meio da união de esforços que construímos uma comunidade melhor.

 

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