Associação dos Amigos de Alto dos Pinheiros.

O número de furtos aumentou entre janeiro e maio e atingiu a maior cifra para o período desde 2019 na região do 14º Distrito Policial. A área engloba bairros como Pinheiros, Vila Madalena, Cerqueira César, Vila Beatriz, Vila Ida e Alto dos Pinheiros — este, historicamente, responde por pequena parcela dos registros.

Os dados foram extraídos da página de estatísticas mensais da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, que contabiliza boletins de ocorrência lavrados nas delegacias. O tipo de crime mais comum é o furto — tomar algo de alguém sem violência (por exemplo, levar uma bolsa ou um celular sem que a vítima perceba). De janeiro a maio, foram 4.322 furtos na região do 14º DP, uma quantidade só inferior à registrada em 2019 e 2018, como mostra o gráfico abaixo.


 
O segundo crime mais comum é roubo, que acontece quando alguém leva os bens de outra pessoa com violência ou ameaça — pode envolver uso de arma ou ameaça de agressão. Foram 1.473 nos primeiros cinco meses deste ano, mais do que no mesmo período de 2025, mas menos que no mesmo período de 2024. De forma geral, nos últimos anos o número de roubos oscilou pouco, embora num patamar maior que antes da pandemia.


Crimes envolvendo veículos: tendência tem sido de diminuição

Se furtos e roubos em geral justificam preocupação, esses mesmos crimes relacionados a veículos vêm recuando. Entre janeiro e maio, foram dez roubos de veículos na região do 14º DP, a menor cifra registrada no período desde 2015, início da série histórica disponibilizada pelo governo do estado. Furtos de veículos somaram 205, o menor patamar desde 2021.

Um alerta: aumento em acidentes de trânsito com vítimas
No momento em que se discutem projetos que podem aumentar o fluxo de veículos para a região — como a implantação de uma arena e um complexo de prédios no terreno hoje ocupado por órgãos públicos como a Subprefeitura de Pinheiros —, vale o alerta de que mais acidentes com vítimas ocorreram região. De janeiro a maio, houve 109, a maior quantidade desde 2017. Na estatística da Secretaria de Segurança, esse dado é registrado como lesão corporal culposa por acidente de trânsito.

Isso não inclui acidentes com mortes, uma informação contabilizada separadamente. Nos primeiros cinco meses deste ano, registraram-se quatro homicídios culposos por acidente de trânsito. É o maior número da série histórica.

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