Associação dos Amigos de Alto dos Pinheiros.



Moradores e coletivos realizaram, no último domingo (30 de agosto), a primeira manifestação pública no Villa-Lobos contra a deterioração dos parques urbanos de São Paulo. A estimativa dos organizadores é de que cerca de 200 pessoas compareceram em diferentes momentos do protesto.

O alvo principal foi a concessionária Reserva Parques, responsável pela gestão do Villa-Lobos, do Candido Portinari e do Água Branca. Um levantamento da SAAP mostrou que, entre 2024 e 2025, em dois de cada três fins de semana houve restrição de circulação no Villa-Lobos e no Candido Portinari por conta de eventos pagos. O trabalho apontou ainda que dois terços dos eventos são comerciais e que 43% das atividades vão além do horário de funcionamento regular.

O mote principal do protesto de domingo era: Parque não é shopping. “Foi a primeira manifestação, é um ganho bastante grande. Começou-se a tirar a concessionária e o governo da zona de conforto, e se tem algo que o governo teme é povo na rua”, afirmou Fabio Sanchez, um dos membros do movimento Rede Nosso Parque.

“Manifestações públicas são legitimas. Como São Paulo está sofrendo a perda acelerada de seus parques — espaços públicos verdes tão importantes para o bem-estar e o meio ambiente —, acredito que as manifestações vão crescer”, disse a presidente do Conselho Consultivo da SAAP, Ignez Barretto, presente no evento de domingo.

A SAAP, que faz parte do Conselho de Orientação do Villa-Lobos e do Candido Portinari, vem apresentando suas críticas nas reuniões mensais desde que os eventos comerciais começaram a sair dos limites. Em sua maioria, as críticas vêm sendo ignoradas.

A associação já entrou com duas representações junto ao Ministério Público, contestando o modo como a concessionária está administrando os parques. As duas foram acatadas e viraram investigações, ainda não concluídas. 

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