
Qualquer um que passe pela área de atuação da SAAP percebe que se trata de uma região cheia de árvores. Pela primeira vez, é dada uma dimensão concreta a essa percepção. Um estudo mostrou que a cobertura arbórea ocupa 38,46% do território sob os cuidados da associação.
Encomendado pela SAAP, o mapeamento foi realizado pela arquiteta Mayumi Hirye e pelo cientista de dados Fabien Wagner utilizando imagens áreas realizadas em 2017 pela prefeitura de São Paulo.
O levantamento também indicou que 47% da cobertura arbórea da região estão em lotes privados. Já o sistema viário (ruas, canteiros, avenidas) corresponde a 41,7%; os outros 11,3% estão nas praças. Estas, por sua vez, têm 75% do total de seu território cobertos por árvores.
Os destaques positivos, com 100% de cobertura, são as praças Mucio Borges Fonseca e Norma G. Arruda, que está sob cuidados da SAAP desde 2016. Já dois dos espaços mais conhecidos do bairro ocuparam as últimas posições: a Pôr do Sol (34,42%) e a Pan-Americana (35,55%).
“O estudo é um marco zero para entender qual é afinal a situação do território da SAAP e dá pistas de onde é preciso avançar. Estamos, por exemplo, desenhando uma parceria com a prefeitura para doar mudas que substituam árvores que caiam”, afirma Márcia Kalvon Woods, presidente da associação.
Estudo anterior
Essa não foi a primeira vez que Mayumi e Wagner produziram estudo sobre árvores em Alto dos Pinheiros. Em 2019, eles publicaram um artigo, com dados de 2010, sobre a cobertura arbórea da Região Metropolitana de São Paulo.
Esse primeiro mapeamento mostrou que a área de atuação da SAAP tinha um índice de cobertura arbórea de 34,95% em seu território, maior, portanto, do que o do município de São Paulo, que era de 32,59%.
O resultado é também melhor do que aquele de todos os distritos sob responsabilidade da Subprefeitura de Pinheiros, que engloba o território da SAAP. O maior índice está em Alto dos Pinheiros, com 27,21%, seguido pelo Jardim Paulista (24,46%), Pinheiros (20,65%) e Itaim Bibi (12,47%).
Os autores dos estudos ressaltam, no entanto, que os dados de 2010 e de 2017 não são comparáveis. “Apesar de utilizarmos as mesmas técnicas, a resolução das imagens do segundo estudo são bem melhores do que a do primeiro”, explica Wagner.
Mayumi acrescenta que o estudo mais recente permitiu, por exemplo, “captar a presença de árvores menores, omitidas nas imagens de 2010, por causa da qualidade”.












