Espaços livres

Os espaços livres urbanos são todos aqueles não ocupados por edificações e aos quais a população têm acesso[1]. Neles, os usos e as apropriações se realizam de forma menos dependente da propriedade fundiária.

Dividem-se em públicos e privados, de diversas categorias. As mais presentes na região são: parques estaduais, praças, passagens e escadarias intraquadras, áreas sob linha de alta-tensão, calçadas e clubes.

Segundo a Subprefeitura de Pinheiros, as praças (268.620 m²), os canteiros (71.631 m²) e os parques estaduais (853.000 m²) totalizam 1.193.251 m², ou 15,49% da área total de Alto dos Pinheiros. É o distrito com maior porcentagem de áreas vegetadas tratadas na Subprefeitura de Pinheiros – mais, por exemplo, que o distrito de Pinheiros (1,72%), Jardim Paulista (2,04%) e Itaim Bibi (3,99%), o que configura um diferencial[2].

 

Parques estaduais

São dois: Villa-Lobos (732 mil m²) e Candido Portinari (121 mil m²), importantes áreas de lazer e recreação urbanas com acesso integrado à estação de trem CPTM Villa-Lobos-Jaguaré e próximos às ciclovias do rio Pinheiros e da av. Prof. Fonseca Rodrigues. Recebem cerca de 5 mil pessoas diariamente durante a semana, 20 mil aos finais de semana e até 30 mil em feriados, segundo o Governo do Estado.

 

Praças

As mais utilizadas são: Praça do Pôr do Sol (35.393 m²), Praça Conde de Barcellos (19.907 m²), Praça Província de Saitama (13.700 m²), Praça Valdir Azevedo (48.099 m²) e, no City Boaçava, as praças Pinto Lima e Amundsen. São espaços livres apropriados pela população, com usos diversos como caminhadas, jogos recreativos e encontros, contando com programas de estímulo por parte da SAAP.

Áreas de menor porte, embora denominadas de praças, não são utilizadas como tal. No entanto, no seu conjunto são significativas em termos ambientais, por exercerem funções de permeabilidade das águas e de composição da paisagem.

Há espaços livres públicos de grande interesse com características diferenciadas. A praça Waldir Azevedo é resultado direto de sua topografia bastante acidentada, próxima ao espigão da av. Cerro Corá. Já a Dolores Ibarruri (ou praça das Corujas), embora mais distante, constitui relevante projeto de infraestrutura verde, incorporando as soluções de drenagem ao projeto paisagístico. A despoluição do córrego das Corujas e as atividades comunitárias exercidas na praça são exemplo de mudança no entendimento das questões ambientais urbanas.

 

Passagens e escadarias intraquadras

São espaços potenciais para tratamento paisagístico e integração ao Sistema de Espaços Livres Públicos (SELP), permitindo conexões bastante interessantes para pedestres. Entre os exemplos estão o trecho do Rio Verde I, aberto na quadra entre a rua Caraça e a avenida Arq. Jayme Fonseca Rodrigues, e a passagem entre as ruas Iquitos e Macunis. Outras são encontradas fora do território da SAAP, já próximo da avenida Cerro Corá.

 

Área atravessada por linha de alta-tensão

Localizados no setor oeste, esses espaços livres prestam-se ao tratamento paisagístico, sem caráter de lazer nem de recreação.

 

Calçadas

Embora de dimensões e situações variáveis, geralmente conservam características físicas e tratamento superiores ao padrão encontrado em outros bairros. Em extensos trechos possuem áreas vegetadas (calçadas verdes), além de intensa arborização.

 

Clubes

O Alto dos Pinheiros, o Anhembi Tênis Clube e os espaços para quadras de tênis privados agregam qualidade aos espaços livres existentes.

 

Outros espaços livres potenciais

São locais de propriedade pública, mas sem livre acesso, como o reservatório da Sabesp, que poderiam ser avaliados para possível uso dos moradores, sem prejudicar sua funcionalidade. A Biblioteca Pública Municipal Álvaro Guerra também constitui área potencial para integração ao SELP.

[1] Estamos usando aqui o conceito tal como exposto em MAGNOLI, Miranda M. E. M. O parque no desenho urbano. Paisagem ambiente – Ensaios. São Paulo: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/FAUUSP, nº 21. p. 199-213, 2006.

[2] Fonte: Subprefeitura de Pinheiros (Coordenadoria de Projetos e Obras) e Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Ver ainda BUZZO, Madalena; MAUAD, Thais; CANEDO, Joana. O uso e a manutenção das praças na Subprefeitura de Pinheiros, out 2012. Disponível clique aqui.