10 de outubro de 2017 0

Vizinhança Solidária une moradores e ajuda a zerar furtos à residência em rua do Alto dos Pinheiros

  “Hoje, se uma pessoa ouve barulho no quintal, em cinco minutos, três vizinhos já estarão na porta da casa dela.” O comentário de Nelita Opice, moradora do Alto dos Pinheiros, sintetiza o espírito colaborativo que alicerça o Vizinhança Solidária. Idealizado em 2009 pela Polícia Militar, o programa estimula a população a criar redes de vigilância, […]

 

“Hoje, se uma pessoa ouve barulho no quintal, em cinco minutos, três vizinhos já estarão na porta da casa dela.” O comentário de Nelita Opice, moradora do Alto dos Pinheiros, sintetiza o espírito colaborativo que alicerça o Vizinhança Solidária. Idealizado em 2009 pela Polícia Militar, o programa estimula a população a criar redes de vigilância, assim como fizeram os moradores da Mário Guastini, onde vive Nelita.

Ela conta que a iniciativa de mobilizar os vizinhos surgiu três anos atrás, após um semestre turbulento, marcado por uma série de furtos a residências localizadas na rua — dez, nos cálculos da moradora. Em um primeiro momento, a ideia era contratar uma empresa especializada em segurança e, por isso, foi criado um grupo no WhatsApp para organizar o pagamento do serviço. Mas o plano tomou outro rumo depois que alguns membros do grupo participaram de uma palestra no Jardim Paulistano sobre o Vizinhança Solidária. Impressionados com que ouviram, decidiram aderir ao programa.

“Nesse encontro, um capitão da PM afirmou que um vizinho olhar pelo outro era mais eficaz do que qualquer serviço de vigilância, e relatou algumas experiências de sucesso. Isso nos inspirou a fazer o mesmo”, diz Nelita.

Eles passaram, então, a se reunir presencialmente duas vezes por ano e aproveitaram o grupo no WhatsApp, criado anteriormente, para alertar uns aos outros sobre situações suspeitas ou a circulação de estranhos na via.

Hoje, os moradores de 33 das 53 casas da rua fazem parte da iniciativa e, desde a adoção do programa, nenhum furto à residência foi registrado no local. Além de aumentar sensação de segurança, o Vizinhança Solidáriaajudou a estreitar os laços entre as pessoas.

“Organizamos uma festa junina no meio do ano e conseguimos algo inédito, pois os moradores das 33 casas estiveram presentes e contribuíram financeiramente. Vivemos na mesma rua há anos, mas ainda não conhecíamos todo mundo. Esse tipo de relação é importante para que todos se sintam mais seguros e próximos”, completa.

Bairro mobilizado, bairro seguro

A SAAP não só apoia a inciativa, como também incentiva esse tipo de mobilização. Em outubro de 2016, a associação lançou uma campanha para que os moradores do Alto dos Pinheiros implantassem o Vizinhança Solidária em suas ruas. Para facilitar a adesão, desenvolveu um passo a passo, com base nas orientações da Polícia Militar e nas experiências dos seus associados. Como forma de estimular a participação, decidiu doar, para os que se engajassem, placas com o nome do programa. Elas são afixadas no imóvel para mostrar que o lugar está sendo vigiado — até agora, foram fornecidas placas para cinco grupos de moradores. Outros cinco receberam orientações.

A SAAP entende que o poder público é responsável pela segurança, mas que cada cidadão também tem papel importante para ajudar a manter a tranquilidade do bairro onde mora.